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SXSW: o que revelou a edição 2018 do maior festival de tecnologia e economia criativa do mundo
Junho de 2018

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Em 2017, o SXSW (South by Southwest), festival de música, tecnologia e economia criativa que acontece anualmente em Austin, no Texas (EUA), recebeu uma incursão de startups brasileiras. Já 2018 foi a vez de grandes companhias nacionais irem ao evento em busca de insights para seus negócios. E não foram poucas: com 77 empresas participantes, o Brasil atingiu neste ano a marca de segunda maior delegação no festival.

 O CENEX também esteve por lá e o que vimos foi um grande evento de convergência, sem amarras, onde a criatividade é palavra de ordem. Nas discussões do SXSW, estiveram em pauta não só soluções, mas o levantamento de problemas que ainda não existem. Como resultado, surgem grandes ideias e, naturalmente, despontam tendências que ditam o futuro.

 A seguir, compartilhamos o que foi comentado sobre os principais assuntos tratados no evento, hoje considerado o maior festival de tecnologia e economia criativa do mundo.

 Blockchain

 As mudanças na forma como lidamos com o dinheiro, pelo advento das criptomoedas, permearam diversas conversas no SXSW. Mas foi com a palestra de Joseph Lubin, um dos fundadores da rede de blockchain, que o tema ganhou força. Embora familiar no discurso das criptomoedas, o blockchain não se resume ao universo financeiro e possui utilizações ainda insuspeitas. É antes uma tecnologia que permite, através de técnicas criptográficas, agilizar transações complexas.

 Para mais de três mil pessoas, Lubin indicou caminhos pelos quais as tecnologias de blockchain transformarão o mundo, embora tenha admitido que o processo ainda deixa muitas dúvidas sobre seu rumo, sobretudo pela ausência de regulação.

 Um dos apontamentos de Lubin foi sobre o armazenamento de arquivos. Segundo ele, a descentralização das redes blockchain indica potencial para baratear o armazenamento de dados em nuvem. Isso significa que o espaço ocioso de máquinas e servidores conectados poderia ser aproveitado para suprir a enorme demanda por servidores em nuvem.

 Para o empreendedor, o blockchain ainda irá causar grandes impactos nos modelos tradicionais de economia e transformar todas as áreas das relações humanas. E isso se dará por conta da alta confiabilidade que a tecnologia promete.

 Diversidade

 Soou pertinente o SXSW começar um dia após o Dia Internacional da Mulher, uma vez que o festival discutiu amplamente a presença feminina no mercado.

 Felizmente, chamou a atenção nesta edição a presença e força da voz da mulher. Para se ter uma ideia, 95% das palestras do evento foram ministradas por elas.

 E nessas ocasiões a diversidade de temas também foi garantida. As palestrantes não estavam ali para falar apenas de gênero ou diversidade, mas de suas carreiras, de áreas onde são referência. Exemplos disso foram Christiane Amanpour, da CNN, Joanna Coles, da Hearst Magazine, e Bozoma Saint John, da Uber.

 Foi marcante também a palestra do prefeito de Londres, Sadiq Khan, que abriu sua fala lendo alguns tweets pejorativos e racistas que já recebeu por ser muçulmano. Fez isso para afirmar que entende a inclusão e igualdade como pontos essenciais para o desenvolvimento. E anunciou ao público sua missão de tornar Londres a cidade mais inclusiva do mundo, com o incentivo ao desenvolvimento de jovens para futuros empregos e carreira e mais oportunidades para mulheres na indústria da tecnologia, com defesa da equidade de gênero.

 Tecnologia e informação

 Como um dos principais eixos do SXSW é a tecnologia, não faltaram novidades nesse âmbito. Adam Cheyner, criador da Siri (assistente pessoal da Apple), falou sobre o potencial da inteligência artificial combinada aos assistentes pessoais. Para ele, está em curso uma nova revolução tão grande quanto a da web ou do smartphone, e em breve os assistentes pessoais serão usados para praticamente tudo.

 A pesquisadora americana Amy Webb, que há mais de dez anos estuda os movimentos que orientam o mercado de tecnologia,  apresentou a pesquisa Tech Trends Report, publicada anualmente pelo Future Today Institute. Ela reforçou a presença das assistentes pessoais, afirmando que nos próximos anos mais da metade da população de nações industrializadas usará algum tipo de assistente virtual. E deu destaque para a inteligência artificial como um todo. “Nossos dados tendem a ser o petróleo que abastecerá essa nova indústria”, disse.

 A biotecnologia também foi um dos assuntos. De acordo com pesquisadores, tecnologias de análise genética e nanomedicina devem tornar o corpo humano a grande plataforma de desenvolvimento das próximas décadas, melhorando a expectativa de vida e alavancando novas indústrias e profissões.

 E por fim, mais uma vez foi apontado o fim dos smartphones. De acordo com a Tech Trends Report, estamos prestes a vivenciar uma estagnação ou mesmo queda nas vendas destes dispositivos. Conforme Amy, isso está relacionado ao aumento da oferta de aparelhos com funções específicas, como relógios, pulseiras e óculos inteligentes.

O sucesso destas empresas é resultado
das competências de seus líderes