A responsabilidade também é minha

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Por: Maria da Graça Costi

Na década de 1960, o psicólogo Julian Rotter traz para a ciência da Psicologia Social o estudo do Locus de Controle, que pretende explicar a percepção das pessoas a respeito da fonte de controle, que define a maneira como as pessoas atribuem a responsabilidade pelo que acontece em suas vidas. Esta abordagem considera que o local de decisão pode ser olhando para dentro de si – que é chamado de Locus interno, ou para fora –  que é chamado de Locus externo.

Interno – pessoas que podem trazer para si as decisões. Elas têm uma percepção de que os esforços que fazem influenciam as suas vidas e geram os resultados que estão obtendo, sejam estes bons ou ruins, positivos ou negativos. Estão no controle da situação.

Externo – pessoas que colocam para fora de si a responsabilidade pelo que acontece com elas. Atribuem os eventos ocorridos nas suas vidas aos fatores que não estão em seu controle diretamente, como o governo, crise, pandemia, empresa, algum colega, familiar, até ao acaso. Vão sempre buscar um contexto externo para justificarem o que lhes ocorreu.

Partindo deste pressuposto, é improvável que um líder atinja a sua máxima performance adotando o Locus externo, pois liderar é estar no controle de algo, promover mudanças e tomar decisões.

Não é incomum encontrar líderes que, em situações adversas, atribuem seus insucessos (não atingir resultados) a fatores externos. Você conhece lideranças assim? Alguém que costuma justificar com expressões como: “não consigo bater a meta por causa da crise, “não consigo mobilizar as pessoas porque a equipe não se compromete…”, sem condicionar os resultados à própria responsabilidade?

Um líder com Locus de Controle interno tem mais chance de êxito, pois vai trazer para si as responsabilidades do que lhe cabe no contexto, adotando uma postura protagonista com autonomia frente à realidade.

No trabalho de consultoria, ouvimos constantemente que a transformação das organizações parte do líder. Ao ter esta atribuição, a liderança encontra, entre tantos desafios, o de reconhecer e lidar com o próprio funcionamento. Mesmo em situações de adversidade e frente a incertezas, estar em alta performance é valorizar seus recursos internos, identificar padrões disfuncionais, realizar ajustes necessários.

Buscar apoio e suporte externamente para auxiliar no seu desenvolvimento e potencializar o papel de líder é escolha de alguém que está assumindo a responsabilidade pelo controle dos seus resultados.

São líderes que, assim que se diferenciam, dizem… “a responsabilidade também é minha!”

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