Segurança psicológica: traço essencial das equipes de sucesso

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Por: Viviane Vicente em Negócios em Foco

Neste momento de crise, além da necessidade de prontamente adaptar-se a novas rotinas, um desafio significativo para profissionais é lidar com a incerteza. O estresse e a insegurança, no entanto, não aparecem somente em situações extremas – o contexto corporativo traz exigências e mudanças constantes, que provocam no indivíduo reações emocionais e fisiológicas, deflagrando, inclusive, mecanismos de autodefesa.

Um conceito que existe no mundo dos negócios desde os anos 1960, mas que ganhou impulso recentemente, é o da Segurança Psicológica – sentimento, por parte de integrantes de uma equipe, de que podem correr riscos interpessoais no trabalho. Seja a respeito de manifestar-se contra uma ideia, admitir um erro ou apresentar uma sugestão ao final descartada, cada membro do time sente que pode agir de maneira autêntica, sem medo de sofrer retaliações ou ser ridicularizado.

Estudos demonstram que uma dinâmica de trabalho psicologicamente segura não apenas aumenta o moral e a satisfação dos colaboradores, mas também promove o aprendizado, o compartilhamento de informações e a produtividade. Ao longo dos anos, pesquisadores concluíram que a Segurança Psicológica incentiva as pessoas a se engajarem no trabalho, ao invés de se autodefenderem diante dos desafios.

O tema de Segurança Psicológica ganhou projeção mundial após um estudo de dois anos realizado pelo Google para tentar identificar os fatores que determinavam o sucesso de suas equipes de maior performance. O estudo foi denominado Project Aristotle, inspirado na teoria do filósofo Aristóteles, de que “o todo é maior do que a simples soma de suas partes.”

O projeto abrangeu 180 equipes de Googlers ao redor do mundo, e levantou várias hipóteses: se as equipes de mais alta performance eram grandes ou pequenas; se eram compostas de pessoas mais extrovertidas ou tímidas; se trabalhavam no mesmo espaço físico ou remotamente; se todos tinham interesses semelhantes ou eram amigos fora do trabalho, entre outras. Mas nenhuma dessas hipóteses se provou verdadeira.

A conclusão foi de que o “quem” não era tão importante quanto o “como”, ou seja: muito mais do que a personalidade ou nível intelectual dos integrantes, as posturas de colaboração, entendimento emocional e suporte mútuo dentro de um time determinavam seu nível de performance. Dos fatores identificados como determinantes para o sucesso das equipes, a Segurança Psicológica ficou em primeiro lugar – de longe.

Como promover Segurança Psicológica nas equipes?

Para líderes, o primeiro passo para alcançar a Segurança Psicológica é manter e incentivar o respeito: ouvir genuinamente seus liderados e assegurar a todos oportunidades iguais para se expressarem, e deixar claro, desde o início, seu estilo de trabalho e expectativas.

Entre outras práticas a cargo dos líderes, estão:

• Exercer a comunicação inclusiva;

• Atribuir papéis de acordo com as habilidades e aspirações de cada um;

• Intervir quando membros do time interrompem uns aos outros;

• Assegurar que críticas sejam construtivas e discussões se mantenham produtivas e respeitosas.

Quando colaboradores se sentem respeitados, sentem-se seguros para dar sugestões, discutir erros e solicitar feedback sincero. Não se trata, portanto, de ser “bonzinho” ou concordar com tudo: trata-se de premiar comportamentos que demonstrem respeito pela equipe e comprometimento com a missão.

A Segurança Psicológica se torna ainda mais relevante em contextos de inovação, já que sequências de tentativa e erro são fundamentais para o desenvolvimento de novos produtos e soluções. Se os membros da equipe tiverem medo de sugerir, arriscar, a inovação simplesmente não ocorrerá.

Em ambientes psicologicamente seguros, profissionais se sentem livres para assumir riscos e desenvolver a criatividade – e os benefícios dessa dinâmica virão para a empresa e para o indivíduo, na satisfação de realizar o seu potencial e ser reconhecido por isso.

Esse sentimento independe da situação que a equipe esteja vivendo – seja dentro da normalidade, em um contexto de crise ou durante uma fase de transição e mudança. Em situações críticas, equipes em que a Segurança Psicológica se vê presente têm claramente definidos os caminhos a serem percorridos: o que esperar da organização, de seu líder imediato, e como conduzir seu trabalho frente aos desafios em condições extraordinárias.

*Viviane Vicente é facilitadora do CENEX, Consultora de Etiqueta Corporativa e Competência Cultural e Fundadora da Rispetto Consulting – uma empresa de consultoria projetada para ajudar indivíduos e organizações a navegar no mundo globalizado e aprimorar seu potencial de liderança.

Mais informações: https://rispettoconsulting.com/

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